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Os outros 1001 discos - Parte 3

Continuando a gratificante missão de achar lacunas na Lista dos “1001 discos para ouvir antes de morrer“, aproveito para destacar o terceiro disco da banda britânica Coldplay, o álbum “X&Y“, que foi lançado 2005. Com a força de ter o single “Speed of Sound” ter sido o segundo single mais vendido no Reino Unido e oitavo nos EUA. Na primeira semana o álbum vendeu 464,471 cóias no Reino Unido e 737,000 cópias nos EUA. X&Y foi o álbum mais vendido no mundo em 2005, com mais de oito milhões de cópias vendidas.

X&Y contou com a participações especiais de Brian Eno na faixa Low, tocando teclado. Além de ter influências de Kraftwerk, que autorizou a utilização dos riffs da canção “Computer Love” na Faixa “Talk“, e Kate Bush, sendo que a bateria da música “Speed of Sound” foi inspirada em sua canção “Running Up That Hill“.
Curiosidades a parte, a faixa escondida “Til Kingdom Come“, foi originalmente escrita pela banda para que Johnny Cash gravasse, porém o lendário cantor faleceu antes de poder gravar.

Neste disco Chris Martin alcançou uma outro patamar como compositor e cantor, conseguindo expressar sua melancolia nas letras que falam sobre perda e arrependimento, e na forma de cançar que consegue se relacionar magistralmente com o instrumental intenso.

A primeira faixa, “Square One” fala sobre admitir os erros e recomeçar do zero,conta com um instrumental compassado e um vocal que indaga que se haverá uma nova chance. Destaco ainda as canções “Talk“, “The Hardest Part“, “Speed of Sound“, “X&Y” e “White Shadows“, porém a minha preferida é “Fix You“, que tem uma grande videoclip e fala de compaixão e arrependimento.

O título é baseado nos altos e baixos da vida moderna, Chris Martin disse para a Revista NME, que X&Y é “a mistura do otimismo e pessimismo em suas formas extremas”. O título que inicialmente tinha sido previsto seria “Zero Theory”. A Capa do Álbum foi feita pelo artista Tappin Gofton. O disco vendeu mais de 50.000 cópias no Brasil, alcançando Disco de Ouro.

Lista de Músicas

  1. “Square One” – 4:47
  2. “What If” – 4:57
  3. “White Shadows” – 5:28
  4. “Fix You” – 4:54
  5. “Talk” (Berryman, Buckland, Champion, Martin, Ralf Hütter, Karl Bartos, Emil Schult) – 5:11
  6. “X&Y” – 4:34
  7. “Speed of Sound” – 4:48
  8. “A Message” – 4:45
  9. “Low” – 5:32
  10. “The Hardest Part” – 4:25
  11. “Swallowed in the Sea” – 3:58
  12. “Twisted Logic” – 5:01
  13. “‘Til Kingdom Come” – 4:10 (Faixa escondida)
    Todas as canções são escritas por Guy Berryman, Jonny Buckland, Will Champion, Chris Martin, exceto as anotadas.



Os outros 1001 discos - Parte 2

Prosseguindo na doce missão de preencher as lacunas da obra “Os 1001 discos para ouvir antes de morrer“, vou citar um álbum de uma banda que, injustamente, não figurou na listagem.

É difícil de acreditar que o álbum Punk in Drublic da Banda NOFX foi esquecido, em face da sua importância para a cena Punk e Hardcore dos anos 90.

A sua capa é sensacional, com duas meninas vaqueiras pulando e fazendo pose num fundo rosa, acima de um pequeno bastardo que tenta imitá-las.
O álbum possui 17 petardos, sendo que os riffs de guitarra rasgam o baixo canto gregoriano nos primeiros segundos do disco, na excelente Linoleum e dá um breve aviso do que nos espera.

Leave it Alone mescla passagens melódicas e aparentemente dóceis com batidas incessantes da bateria, enquanto que a música Dig possui uma bateria muito rápida e paradas impressionantemente marcadas e imitadas por várias bandas, além de um breve reggae com o metal de El Hefe.

The cause” começa com baixo e um vocal manso que logo se transforma em um brado forte e imponente e não há muito o que falar de “Don’t Call Me White“, além de brilhante.

O disco ainda flerta novamente com ritmos latinos e reggae nas faixas My Heart Is Yearning, Scavenger Type e Reeko, além de demonstrar o bom e velho Punk em The Brews e Fleas.

As demais faixas demonstram como devem ser canções de uma boa banda de Hardcore, sendo que NOFX é umas das maiores do estilo, conseguindo evoluir constantemente em sua carreira.

Destaco ainda a faixa Perfect Government, que é fantástica e foi escrita por Mark Curry (que na banda Crystal Sphere tocou com El Hefe), e Lori Meyers, onde a cantora Kim Shattuck da banda The Muffs, faz uma participação especial.

O título do disco é um trocadilho com Drunk in Public e há uma passagem de gravação encondida após a faixa 17, onde El Hefe imita Popeye, Beaves and Butthead´, outros personagens e Louis Armstrong.

  1. “Linoleum” – 2:10
  2. Leave It Alone” – 2:04
  3. “Dig” – 2:16
  4. “The Cause” – 1:37
  5. “Don’t Call Me White” – 2:33
  6. “My Heart Is Yearning” – 2:23
  7. “Perfect Government” (Mark Curry) – 2:06
  8. “The Brews” – 2:40
  9. “The Quass” – 1:18
  10. “Dying Degree” – 1:50
  11. “Fleas” – 1:48
  12. “Lori Meyers” – 2:21
  13. “Jeff Wears Birkenstocks?” – 1:26
  14. “Punk Guy (’Cause He Does Punk Things)” – 1:08
  15. “Happy Guy” – 1:58
  16. “Reeko” – 3:05
  17. “Scavenger Type” – 7:12

 



Os outros 1001 discos - Parte 1

No inicío de Março comprei o livro “1001 disco para ouvir antes de morrer“, sendo que neste finalzinho de domingo, aproveito pra iniciar uma série de post sobre quais os disco que não fazem parte desta interessante obra…

É claro que não vou chegar em 1001 (ou vou?????), mas achei necessário expressar para o mundo quais os discos essenciais para mim, e ao mundo da música, que não constam no livro.

O primeiro Álbum do Stephen Malkmus, cujo título é nome do artista, inaugura a série e com muitos méritos e por dois principais motivos…

1º - Sua ex-banda Pavement , figura duas vezes na lista dos 1001.

2º - Esse disco é muuuuuito bom… e quem gosta de boa música, e especialmente de Pavement, tem que conhecer…

O ano era 2001, o Pavement tinha dado um “tempo” em 1999 (que dura até hoje), e o vocalista Stephen Malkmus lança este álbum com 12 músicas que possuem o talento do artista em cada faixa e consegue mesclar momentos de alegria incondicional, como na faixa “Phantasies“, e momentos de melancolia dosada na medida certa, como na faixa “Trojan Curfew“.
Indico para figurarem no seu setlist as seguintes músicas:
Nos momento de alegria e euforia - “Troubbble” e “Phantasies
Nos momentos de reflexão - “Church on White” e “Trojan Curfew

O talento de Malkmus é destilado em cada faixa, o que torna o disco numa grande obra musical.

Lista de músicas

  1. “Black Book” – 4:23
  2. “Phantasies” – 2:40
  3. “Jo Jo’s Jacket” – 4:01
  4. “Church on White” – 3:20
  5. “The Hook” – 3:03
  6. “Discretion Grove” – 3:14
  7. “Troubbble” – 1:40
  8. “Pink India” – 5:54
  9. “Trojan Curfew” – 4:06
  10. “Vague Space” – 2:56
  11. “Jenny and the Ess-Dog” – 2:45
  12. “Deado” – 3:35